Palavra de Vida



22 setembro, 2015


Pa­la­vra de Vida

s_bible Pu­bli­cado no Jor­nal a Boa No­tí­cia no mês de Se­tem­bro de 2015

A Bí­blia é pa­la­vra de Deus, pa­la­vra de vida. Neste mês de se­tem­bro a Igreja , ce­le­bra o “mês da Bí­blia”. Com isto quer re­cor­dar a pos­si­bi­li­dade que se tem hoje de ler os li­vros sa­gra­dos, gra­ças ao tra­ba­lho do eru­dito São Jerô­nimo, tra­du­tor dos li­vros da Bí­blia para o la­tim. Esta tra­du­ção, cha­mada Vul­gata, pos­si­bi­li­tou que a Bí­blia fosse tra­du­zida para to­das as lín­guas mo­der­nas, e daí para to­das as lín­guas exis­ten­tes hoje.

É ine­gá­vel o atra­tivo exer­cido por este li­vro, o mais lido até hoje. Mi­lhões de pes­soas en­con­tram aí a ins­pi­ra­ção, a força e o sen­tido de vi­ver. Neste li­vro tão di­vino, mas es­crito em pa­la­vras hu­ma­nas, Deus diz tudo o que tem a co­mu­ni­car. No ápice da co­mu­ni­ca­ção de Deus está Je­sus, Ele é o cen­tro da men­sa­gem bí­blica.

As­sim, os Evan­ge­lhos são o co­ra­ção da men­sa­gem bí­blica que está re­su­mida no man­da­mento do amor: “Amar a Deus acima de tudo e ao pró­ximo como a si mesmo” (Mt 22,37 – 39). Je­sus apro­funda este man­da­mento nu­clear: “Amai-vos uns aos ou­tros como eu vos amei” (Jo 13,34). Ele se co­loca como a me­dida do amor. Aliás, esta me­dida é um amor sem me­dida, por­que Ele, “tendo nos amado amou-nos até o fim” (Jo 13,1). Cen­tro da re­ve­la­ção bí­blica, por­tanto, é que “Deus é amor” (1Jo 4,8).

Mas o que é este amor? As in­ter­pre­ta­ções são tan­tas, há um lu­gar, po­rém, onde o amor é ex­pli­cado cla­ra­mente: o Ser­mão da Mon­ta­nha (Mt cap. 5 a 7). É a nova lei da nova ali­ança, que aí vai co­lo­cada por Je­sus, as­si­na­lando os li­mi­tes da per­di­ção e da sal­va­ção. O amor in­fi­ni­ta­mente mi­se­ri­cor­di­oso de Deus pe­los ho­mens é mo­delo ao qual a vida dos dis­cí­pu­los se deve con­for­mar: “Sede per­fei­tos como vosso Pai do céu é per­feito” (Mt 5,48). São Lu­cas no seu Evan­ge­lho quando fala das bem-aventuranças diz que esta per­fei­ção é a mi­se­ri­cór­dia (Lc 6,36).

O amor in­fi­nito de Deus se tra­duz no sen­ti­mento de mi­se­ri­cór­dia. Ela é o se­gredo mais ín­timo do amor de Deus. E nós sa­be­mos que es­ta­mos no amor de Deus quando usa­mos de mi­se­ri­cór­dia, até mesmo para com os ini­mi­gos: “amem seus ini­mi­gos e re­zem pe­los que vos per­se­guem” (Mt 5, 44). Quem se tor­nou ca­paz, com a graça de Deus, de amar os ini­mi­gos, che­gou á com­pre­en­são da men­sa­gem bí­blica, do con­trá­rio tudo ainda é ten­ta­tiva e busca.

Je­sus é o re­a­li­za­dor do amor aos ini­mi­gos por­que deu a vida para sal­var a hu­ma­ni­dade, que pelo pe­cado es­tava na ini­mi­zade com Deus. O amor aos ini­mi­gos pa­rece de­su­mano e ir­ra­ci­o­nal, po­rém é a única ati­tude ca­paz de res­ti­tuir ao ho­mem uma no­breza tal que o faz se­me­lhante a Deus. Nesta se­me­lhança se re­a­liza e cum­pre toda a Lei.

Ima­gine você como se­ria este mundo, se por um dia só to­dos se per­do­as­sem mu­tu­a­mente, até mesmo os ini­mi­gos? Que neste mês da Bí­blia pos­sa­mos im­preg­nar nossa vida pe­los seus en­si­na­men­tos que cer­ta­mente nos le­va­rão à fe­li­ci­dade.

O bispo é o ser­vi­dor da Pa­la­vra de Deus. Nesta mis­são quero con­vi­dar toda nossa que­rida Igreja pre­sente na Di­o­cese de Santo An­dré, para fa­zer­mos da Pa­la­vra de Deus, a raíz de nosso agir pas­to­ral. Por­que sem a Pa­la­vra de Deus per­ma­ne­cerá so­mente a nossa, a qual ér in­su­fi­ci­ente para dar vida a nos­sos pro­je­tos pas­to­rais.

Dom Pe­dro Car­los Ci­pol­lini
Bispo Di­o­ce­sano de Santo An­dré



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